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domingo, 21 de agosto de 2011

ALGUMAS REDAÇÕES AVALIADAS

Redações consideradas boas
                                                                                                                                      NOTA: 8,0
Uma língua, muitas variações
A questão linguística tem ganhado espaço no cotidiano dos brasileiros, desde o Novo Acordo Ortográfico, em que a língua portuguesa foi novamente reavivada e, em partes, reformulada para a melhor relação entre seus falantes que estão em partes distintas do globo terrestre.
Recentemente houve uma intensa polêmica em torno da publicação de um livro usado em escolas públicas brasileiras por alunos do ensino fundamental, que defendia os erros gramaticais da linguagem informal cotidiana, encorajando o aluno a pratica-la
[praticá-la] .

Sem dúvidas esta
[essa]
discussão é completamente válida e essencial para a formação de indivíduos conscientes das diversas variedades linguísticas existentes em sua cultura, que certamente não devem ser ignoradas ou simplesmente tachadas como chulas, mas sim compreendidas como parte da identidade e do cerne de seu povo.

O papel da escola é fundamental para construir
[construir,] ao longo do histórico curricular do aluno [aluno,]
não só essa consciência como também apresentar a norma culta como principal meio de expressão, para que esse jovem se torne um adulto completo e preparado para lidar com a diversidade da vida sem preconceitos, porém consciente da importância da expressão clara e concisa de sua própria língua.

É certo que a escola deve auxiliar de forma
pacífica e paciente seus alunos na construção de uma base sólida, tanto para o mercado de trabalho quanto para lidar com o mundo, e para isso é importantíssimo o incentivo, através dos próprios professores, inspetores e afins do uso correto da língua, pois apesar de nos comunicarmos habitualmente de maneira informal, o mercado de trabalho e a própria diversidade entre as pessoas exige o uso de uma língua que se adeque e agrade
a todos os seus falantes.
 
Comentário geral
Há pouco a dizer, no âmbito geral, sobre essa redação que mereceu uma nota alta. Os problemas são pontuais.
Aspectos pontuais
1) Primeiro parágrafo: tanto este parágrafo quanto o seguinte introduzem o assunto. No entanto, em termos de informação, este primeiro parágrafo não traz nada de consistente ao desenvolvimento do texto. Tanto, que ele pode ser simplesmente suprimido sem prejuízo algum da redação. A redação poderia começar no parágrafo seguinte e, se o fizesse, estaria indo mais diretamente ao assunto, bem como focalizando-o de maneira mais objetiva. É melhor deixar de lado o que se chama de “nariz de cera”, isto é, uma introdução que é mera conversa fiada, sem informação útil ao que se vai debater.
2) Último parágrafo: a) Pacífica parece aqui uma exigência inadequada, pois todo aprendizado tem de ser feito de modo pacífico e não beligerante ou conflitivo. b) A base sólida também é para lidar com o mercado de trabalho. Faltou um verbo na construção. c) O uso correto do idioma não visa a agradar, mas a facilitar a comunicação e garantir a sua eficácia. 3) Merece um item à parte o verbo adequar, que é defectivo e não se conjuga no imperativo negativo e no presente do subjuntivo, segundo a gramática do professor Evanildo Bechara. A rigor, o autor deveria procurar um sinônimo, por exemplo, adaptar. Há divergências sobre o assunto porém, há quem diga que se pode usar o verbo no presente do subjuntivo e se pronunciaria adéque ou adeqúe, com acento tônico no u, embora o acento não exista nesta última forma escrita.
Competências avaliadas
Competência
Nota
1.
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.
2,0
2.
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
1,5
3.
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
1,5
4.
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
1,5
5.
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
1,5

                                                                                                              
                                                                                                NOTA: 7,0                                 
Universalizando o conhecimento
O sistema educacional do Brasil sofre uma das [de suas] piores crises, uma vez que as aferições feitas pelos órgãos oficiais comprovam a má qualidade do ensino. Buscando melhoria, o Ministério da Educação autorizou algumas inovações nos livros didáticos da rede pública de ensino.

Dentre essas medidas, destaca-se o ensino das variantes linguísticas existentes no país, no entanto
[país. No entanto,] uma parcela da sociedade reprovou a adoção desse material programático. Consideram-no desapropriado, por julgarem que pode incentivar os alunos a falarem incorretamente.

É notório que a escola deve priorizar
o ensino culto do idioma pátrio, mas precisa levar ao conhecimento dos instruendos que há variantes e que são utilizadas pela maioria das pessoas. Alertá-los de que são formas incorretas do uso na fala, ajudará-os
a internalizar a norma culta.

Nesse sentido, o ambiente escolar precisa contemplar todos os temas sem distinção, uma vez que a universalização do conhecimento propicia a evolução intelectual.
Se se divulga
e incentiva o aprendizado de idioma materno.

Por isso, a escola deve privilegiar a universalidade do conhecimento, mesmo porque os alunos conhecem e utilizam as variantes linguísticas. Levá-las para o universo escolar pode dispertar
[despertar] neles a necessidade de se adequarem à norma culta do nosso idioma. Assim, o ambiente escolar não pode desprezar nenhum assunto, sob pena de não ter como ofertar um ensino de qualidade, cuja função é a de garantir o futuro dessa e das próximas gerações.
Comentário geral
Bom texto, embora com vários deslizes de linguagem e conteúdo. É melhor comentá-los pontualmente, pois, no geral, o texto cumpre a proposta e demonstra domínio das competências avaliadas.
Aspectos pontuais
1) Primeiro parágrafo: a rigor, em vez de melhoria, que é um termo vago, seria melhor dizer buscando solucionar os problemas. Por outro lado, é bom ressaltar que o parágrafo é confuso. Não são inovações em livros didáticos que vão resolver a crise da educação, isto é, o autor aponta uma solução que não é suficientemente abrangente para a dimensão do problema por ele apontado. Além disso, a própria exposição do problema não corresponde à realidade: o fato real é a compra pelo MEC de um livro que valoriza a norma popular em detrimento da culta e as razões do Ministério não ficaram claras até o momento.
2) Segundo parágrafo: não se entende com clareza o que o autor quer dizer com o adjetivo programático para referir-se ao material em questão. Muitas vezes, o autor parece se utilizar de vocábulos mais eruditos apenas de maneira retórica.
3) Terceiro parágrafo: a) Não se trata de ensino culto da língua pátria, mas de ensino da norma culta da língua pátria. b) Instruendo é um exemplo claro de como o autor quer falar difícil. Por que não usar palavras mais acessíveis que designam a mesma coisa, como alunos ou estudantes? É o mais adequado. c) A rigor, o autor deveria usar ajudá-los-á, mas, como o uso da mesóclise é cada vez mais incomum, poder-se-ia empregar também vai ajudá-los.
4) Último parágrafo: Na estrutura Se se divulga, o primeiro se é uma conjunção condicional, mas a frase não tem caráter condicional. O autor deveria usar o advérbio assim: Assim se divulga e incentiva.... Apenas para constar, o segundo se é um pronome apassivador.
Competências avaliadas
Competência
Nota
1.
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.
1,5
2.
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
1,5
3.
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
1,5
4.
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
1,5



5.
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
1,0



                                                                                                                                         
                                                                                                                                       NOTA: 9,0
Escola: agente divulgador da diversidade
O Brasil é um dos países mais diversificados que existem quando se trata da composição da sua população, tamanha miscigenação de etnias, culturas e hábitos, [hábitos. Isso] certamente se refletiria na linguagem usada por seus habitantes.

As chamadas variantes linguísticas são as várias formas de se usar a Língua Portuguesa, transformando-a de acordo com a situação em que se encontra o emissor. A norma culta é a variante mais valorizada socialmente, mas isso não significa que ela seja adequada para todas as ocasiões.

Cabe à escola mostrar aos alunos as diferenças no uso da língua e desmentir a ideia de que existe uma forma mais correta de usá-la.
Substituindo-a [usá-la, substituindo-a] pela afirmação da existência da variante mais aceita em determinadas situações. Alertando-os [situações e alertando-os] para os possíveis preconceitos que eles podem vir a sofrer caso fujam do convencionado socialmente.

Devem também os professores deixar claro
[claras]
as limitações de cada variante linguística, demonstrando que optar equivocadamente por uma delas pode gerar um problema na comunicação, causando desentendimento entre as pessoas.

Porém, a escolha sempre deve partir do indivíduo e cabe aos outros respeitá-la e entender que cada pessoa tem sua personalidade, preferências e até mesmo níveis de acesso diferentes às variantes mais acadêmicas da linguagem. Hostilizar uma pessoa por sua forma de falar é uma das atitudes mais preconceituosas que um ser humano pode tomar, e qualquer tipo de preconceito deve ser combatido para que ser alcance uma sociedade mais justa e com oportunidades iguais para todos.
 
Comentário geral
Análise bem escrita, com argumentos coerentes e bem encadeados, apesar de alguns problemas de pontuação.
 
Aspectos pontuais
1) Primeiro parágrafo: melhor dividir os períodos para garantir encadeamento lógico da última ideia.

2) Terceiro parágrafo: falhas na estrutura sintática: orações com verbos no gerúndio (subordinadas reduzidas de gerúndio) devem ser ligadas a uma principal que possua verbo flexionado.
Competências avaliadas
Competência
Nota
1.
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.
1,5
2.
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
2,0
3.
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
2,0
4.
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
1,5
5.
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
2,0



                                                                                                                                    NOTA; 10,0
O que fazer?
A possível ameaça oferecida pelas variantes lingüísticas à norma culta alimenta debates na sociedade. A depender da intenção da fala e do interlocutor, flexibilizar a formalidade da linguagem favorece ao discurso. Entretanto, há quem afirme que essa maleabilidade linguística empobrece a língua padrão e propicia o falar errado. Então, como a escola deve se posicionar quanto ao ensino da língua?

As instituições educacionais visam à formação de cidadãos capazes de compreender a realidade em que vivem e atuar na sociedade. Para tanto, é importante dominar a língua-referencial, com o fim de ampliar as possibilidades de comunicação, assim como considerar as variantes linguísticas, reveladoras da individualidade humana e características inerentes à sociedade de classes. Faz-se necessário, por isso, um ensino formal que respeite as singularidades.

Contudo, conciliar a instrução da norma culta com o uso das variantes linguísticas
pode viabilizar os preconceitos lingüísticos
. A eleição de uma língua-modelo representa, diante disso, a redução das desigualdades interpessoais, uma vez que a fala denuncia padrão socioeconômico, nível intelectual, naturalidade. Nisso se aplica a frase de Franz Kafka: ?A única coisa que temos de respeitar, porque ela nos une, é a língua?.

Portanto, é dever da escola ensinar a norma culta sem desmerecer as variações da linguagem. Conhecê-las e utilizá-las adequadamente confere competência linguística ao seu professor, mas indissociar uma de outra dificulta o relacionamento interpessoal. Enfim, é necessário tolerar o saber individual e limitar seu uso ao comprometimento da língua padrão.
Comentário geral
Ótimo texto: ideias coerentes, bom vocabulário, sequência articulada. Por isso a redação levou nota máxima.
Aspectos pontuais
1) Terceiro parágrafo: a escolha vocabular está inadequada, pois viabilizar tem conotação positiva, indica esforço para que algo aconteça, o que não parece ser o caso do preconceito.
Competências avaliadas
Competência
Nota
1.
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.
2,0
2.
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
2,0
3.
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
2,0
4


5.
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.

Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.

2,0


Redações fracas (ruins)                                                                                                                              NOTA: 1,01,0
Sem titulo (001)
A pluralidade cultural presente em nossos pais, [país] carrega traços de uma diversidade lingüística [linguística] . Essa ultima [Esta última] variante, presente em regiões distintas, apresentam [apresenta] características respectivas a seu conhecimento cultural. A escola, maior receptora dessas variações, deve adotar essa questão, como troca de conhecimento e cultura.

Pode se notar, nas cinco regiões do Brasil, uma variação na linguística
[linguagem] marcada de [por] traços culturais, alcançados de geração pós-geração [em geração] . No nordeste [Nordeste] do país, região, onde [região onde] se encontra presente a maior [encontra a maior] variação cultural, é possível notar também grande misticidade da língua falada. Isso faz com que a língua de lugar determine a sua identidade cultural.


Diante dessa situação a escola não tem apresentado bons resultados, uma vez que não introduz em sua grade curricular
ensinos sobre essas variação lingüística [linguística] . Ainda que priorize a norma culta do idioma, a forma impessoal de cada grupo manter suas relações de comunicação é o resultado de sua riqueza regional.

Em contrapartida, o ensino da norma culta deve ser exercido priorizando
[priorizar] a formação do ser para a vida. Em questões sociais, o homem sente-se necessário a [sente necessidade de] uma comunicação formal, salientando que aquele que se expressar melhor se torna mais capacitado em situações de conhecimento humano.

Com essas constatações, fica claro, que
[claro que] a [há] pluralidade lingüística [linguística] e esta [está] associada à identidade cultural de cada grupo de determinada região. Sendo assim, a escola deve se comportar como ferramenta principal de ligação de povos separados por tradições, ressaltando que a língua não deve ser sinônimo de diferenças e sim [de] união cultural.
Comentário geral: Texto muito fraco, marcado pela obscuridade das declarações do autor. Ele tem uma ideia em mente (uma só), mas não consegue expressá-la com um mínimo de clareza, pois emprega tão mal o vocabulário, que o leitor, quando muito, consegue levantar hipóteses sobre o que ele de fato está afirmando. Aparentemente, ele diz que, num país como o nosso, marcado pela variedade cultural e linguística, a escola não deve se restringir a ensinar a norma culta. E ele repete e repete essa mesma ideia com outras palavras do começo ao fim do texto, apresentando o Nordeste como exemplo claro dessa variedade ? afirmação que pode até ter uma origem preconceituosa.
Aspectos pontuais: 1) Primeiro parágrafo: desde a primeira frase se revela a inadequação do vocabulário. O que o autor quer dizer é que, num país com grande diversidade cultural, há também grande variedade linguística, mas o carrega traços mal dá a entender isso. A inadequação vocabular piora, quando se pensa que, por esta última variante refere-se a diversidade linguística, que não é uma variante. conhecimento cultural, no mínimo, é uma redundância. Por que a escola é a maior receptora e que questão deve ser adotada?
2) Segundo parágrafo: a) Misticidade é a qualidade de quem ou que é místico, o que não tem nenhuma relação com mistura. b) O que é uma língua de lugar? A quem se refere o pronome sua?
3) Terceiro parágrafo: a) Não se usa o plural de ensino. A frase que segue e encerra o parágrafo está truncada de tal modo que é agramatical. Pode-se imaginar o que o autor quis dizer, mas a rigor ele não disse nada.
4) Quarto parágrafo: a) o ensino da norma culta pode contribuir com a vida profissional de alguém, mas está longe de ser formação para a vida, o que pressupõe ensinamentos de caráter moral e não linguístico. b) Situações de conhecimento humano, quando muito, designa situações conhecidas pelo ser humano, mas não é sobre isso que o autor está discorrendo. Ele quer se referir a situações formais, em que é necessário demonstrar conhecimento da língua culta.
5) Último parágrafo: ferramentas não servem para ligar coisas. Não se pode falar de povos quando, na realidade, está-se falando de diferentes grupos de brasileiros, pois os brasileiros, por maior que sejam as diferenças regionais, são um único povo.

            NOTA: 2,5                                                                                                  
A aversão a variações linguísticas
A recente tentativa de evitar o ensino da norma culta da língua portuguesa, feita pelo Ministério da Educação, deve ser repudiada pelas escolas públicas. Essa tentativa é um desrespeito aos jovens brasileiros, pois [pois,] com o aprendizado da norma culta, os jovens melhorarão a compreensão e a interpretação de textos além de contribuírem para diminuir o preconceito linguístico ao longo dos anos.
Com o ensino de uma variação linguística informal, o poder de comunicação dos jovens irá diminuir, pois a quantidade de pessoas que entendem e usam essa linguagem é mínima. Além disso, esse ensino prejudicará a capacidade de leitura de livros, de jornais e de revistas do estudante, ferramentas essencias na difusão [desenvolvimento] da informação e do conhecimento. Logo, a educação brasileira ainda continuará com péssima qualidade.
Além disso, aceitar o uso, feito pelos jovens aprendizes, de outras variantes linguísticas é contribuir para a propagação de mais um tipo de preconceito: o linguístico. Dessa forma, a sociedade brasileira do futuro será repleta de pessoas frustadas [frustradas] que queriam tornar-se, por exemplo, jornalistas ou advogadas, pois o mercado de trabalho brasileiro exigirá, em grande quantidade, pessoas capazes de, nesse caso, trabalharem no jornalismo e no direito internacionais, profissões que exigem do empregado o uso do português culto.


Portanto, a escola deve evitar o ensino de outras
variantes linguísticas do português brasileiro que não sejam cultas. Para isso, é necessário, por meio dos professores, incentivar os estudantes a estudarem a gramática portuguesa além de facilitarem esse aprendizado com a distribuição de jornais e revistas aos alunos de colégios públicos.
Comentário geral
 Texto muito confuso, marcado por declarações de caráter questionável ou incorreto, como se verá nos aspectos pontuais. O próprio título não faz muito sentido, num texto que advoga a rejeição da norma popular nas esolas. Na verdade, a partir do titulo, pode-se questionar até a compreensão que o autor tem da proposta de redação. Senão, vejamos.
Aspectos pontuais
1) Primeiro parágrafo: a) a afirmação que abre o texto é incorreta e não se encontra na proposta de redação. O fato de o Ministério da Educação distribuir um livro que valoriza a norma popular e reputa a crítica a essa norma como preconceito lingüístico não significa evitar o ensino da norma culta. b) não se entende o que o autor considera preconceito linguístico, e porque o ensino da norma culta contribui para acabar com ele. Segundo a polêmica que deu origem à proposta, o preconceito linguístico se origina justamente do ensino exclusivo da norma culta. c) A expressão ao longo dos anos aí tem justificativa meramente retórica. Não existe um motivo objetivo para o seu uso.

2) Segundo parágrafo: a afirmação é absurda. A esmagadora maioria das pessoas em sua comunicação cotidiana usa a linguagem informal. Pelo contrário, certas formas da norma culta é que normalmente causam incompreensão entre os iletrados.

3) Terceiro parágrafo: a) como o ensino de diversas variantes podem gerar preconceito? É o contrário o que afirmam aqueles que advogam o ensino dessas variantes, reputando o exclusivismo da norma culta como preconceito. b) É compreensível que o autor recorra à advocacia e ao jornalismo como exemplo, pois se trata de profissões em que o conhecimento da língua é particularmente necessário. Mas é incompreensível o adjetivo internacionais nesse caso: ora, não é da língua portuguesa que profissionais se valeriam para exercer a profissão em outros países.

4) Último parágrafo: o português brasileiro já é, por si mesmo, uma variante linguística. A rigor, o texto deveria ter se restringido a falar em norma culta e norma popular.
Competências avaliadas
Competência
Nota
1.
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.
1,0
2.
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
0,5
3.
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
0,0
4.
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
0,5
5.
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
0,5


NOTA: 5,0
Um padrão para o português
Em nosso país, vivemos um fato comum em qualquer outro, porém muito mais elevado, as variantes lingüísticas. Basta um passeio entre um estado e outro para percebermos essa peculiaridade. Se um paulista vai para o nordeste, é como se estivesse [tivesse] saído do país, com tanta diferença na pronúncia, nomes, sotaques e gírias [pronúncia e no vocabulário] . A partir daí, devemos nos perguntar: qual a melhor posição da escola diante de tanta variedade lingüística, ensinar a forma culta ou as variantes regionais? Acredita-se que seja a norma culta.

Ao contrario
[contrário] das variantes [outras variantes] , a norma culta nos permite nos expressar melhor para qualquer pessoa que domine a língua portuguesa. Até mesmo o nome das comidas e objetos varia de uma região para outra. Por exemplo, os capixabas denominam semáforo de sinal e carta de motorista de carteira de motorista, e isso acaba gerando muita confusão para os estrangeiros e para os próprios brasileiros. Mas como então evitar tanta confusão? Pensa-se que a única forma de se fazer isso é utilizando a forma culta nas escolas, e não as variantes de cada região.


E junto com as variantes surgem às gírias de cada região, o que torna muito mais difícil o entendimento de uma pessoa que não é daquele lugar.

A forma culta é a utilizada para nos comunicarmos com estrangeiros, pois é muito mais fácil deles
[de eles] entenderem. Nenhum estrangeiro vai querer estudar as gírias ou variantes de cada região do país, mas sim a melhor maneira de se comunicar, com qualquer pessoa e em qualquer região, com um melhor entendimento.
O acordo ortográfico que ocorreu entre os países que adotam a língua portuguesa, veio com o objetivo de unificar não só a pronuncia
, mas também a escrita para uma melhor compreensão e entendimento. Pensando dessa forma, o acordo se torna inútil se dentro de um país que não se utiliza a forma culta, mas sim as variantes de cada região. O que torna impossível a unificação de uma língua.

Portando, a maneira mais fácil de nos expressarmos é com a forma culta, pois garante a compreensão de todos em qualquer lugar. Com isso, ela deve ser a forma utilizada nas escolas, para que as crianças, já cresçam sabendo a melhor maneira de se expressar, para que todos possam entender.
Padronizando [entender, padronizando] assim a língua portuguesa dentro do nosso país.
Comentário geral
O problema principal deste texto é a coerência. O autor apresenta comentários equivocados sobre variações linguísticas e acordo ortográfico, por isso a análise ficou mal sustentada.
Aspectos pontuais
1) Primeiro parágrafo: frase inicial imprecisa, com escolha lexical ruim: variante linguística não é fato e isso não pode ser elevado.
2) Segundo parágrafo: as variações linguísticas podem ser de vários tipos, como regionais, sociais, de idade ou de registro/ nível de formalidade (culta, coloquial ou popular). Assim, a norma culta não está em oposição à variação regional.
3) Quinto parágrafo: informação errada sobre o acordo ortográfico, pois ele não altera a pronúncia das palavras.
4) Sexto parágrafo: orações com verbos no gerúndio (subordinadas reduzidas de gerúndio) devem ser ligadas a uma principal que possua verbo flexionado.
Competências avaliadas
Competência
Nota
1.
Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.
1,5
2.
Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo.
1,0
3.
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.
0,0
4.
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação.
1,0
5.
Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
1,5

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