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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Interpretação de texto



PREPARANDO-SE PARA O VESTIBULAR? LEIA E RESPONDA COM ATENÇÃO TODAS AS QUESTÕES

Texto para as questões 1 e 2 

Herói na contemporaneidade 

 Quando eu era criança, passava todo o tempo desenhando super-heróis. 


Recorro ao historiador de mitologia Joseph Campbell, que diferenciava as duas figuras públicas: o herói (figura pública antiga) e a celebridade (a figura pública moderna). Enquanto a celebridade se populariza por viver para si mesma, o herói assim se tornava por viver servindo sua comunidade. Todo super-herói deve atravessar alguma via crucis. Gandhi, líder pacifista indiano, disse que, quanto maior nosso sacrifício, maior será nossa conquista. Como Hércules, como Batman. 

Toda história em quadrinhos traz em si alguma coisa de industrial e marginal, ao mesmo tempo e sob o mesmo aspecto. Os filmes de super-herói, ainda que transpondo essa cultura para a grande e famigerada indústria, realizam uma outra façanha, que provavelmente sem eles não ocorreria: a formação de novas mitologias reafirmando os mesmos ideais heroicos da Antiguidade para o homem moderno. O cineasta italiano Fellini afirmou uma vez que Stan 
Lee, o criador da editora Marvel e de diversos heróis populares, era o Homero dos quadrinhos. 

Toda boa história de super-herói é uma história de exclusão social. Homem-Aranha é um nerd, Hulk é um monstro amaldiçoado, Demolidor é um deficiente, os X-Men são indivíduos excepcionais, Batman é um órfão, Super-Homem é um alienígena expatriado. São todos símbolos da solidão, da sobrevivência e da abnegação humana. 

Não se ama um herói pelos seus poderes, mas pela sua dor. Nossos olhos podem até se voltar a eles por suas habilidades fantásticas, mas é na humanidade que eles crescem dentro do gosto popular. Os super-heróis que não sofrem ou simplesmente trabalham para o sistema vigente tendem a se tornar meio bobos, como o Tocha-Humana ou o Capitão América. 

Hulk e Homem-Aranha são seres que criticam a inconsequência da ciência, com sua energia atômica e suas experiências genéticas. Os X-Men nos advertem para a educação inclusiva. Super-Homem é aquele que mais se aproxima de Jesus Cristo, e por isso talvez seja o mais popular de todos, em seu sacrifício solitário em defesa dos seres humanos, mas também tem algo de Aquiles, com seu calcanhar que é a kriptonita. Humano e super-herói, como Gandhi. 

Não houve nenhuma literatura que tenha me marcado mais do que essas histórias em quadrinhos. Eu raramente as leio hoje em dia, mas quando assisto a bons filmes de super-heróis eu lembro que todos temos um lado ingênuo e bom, que pode ser capaz de suportar a dor da solidão por um princípio.
                                                             CHUÍ, Fernando. Adaptado de http://fernandochui.blogspot.com 

1) (Uerj / 2009) A argumentação se estrutura por meio de diferentes mecanismos discursivos. No quarto parágrafo, o mecanismo empregado consiste na apresentação de: 

(A) opinião apoiada em exemplos 
(B) alegação partilhada por muitos 
(C) construção caracterizada como dialética 
(D) definição baseada em elementos válidos 

2) (Uerj / 2009) A utilização de testemunhos autorizados, como o de Fellini, é uma conhecida estratégia retórica. O uso dessa estratégia produz, no texto, o efeito de: 

(A) oposição entre estilos diversificados 
(B) exemplificação de opiniões variadas 
(C) delimitação de um contraponto temporal 
(D) confirmação dos posicionamentos do autor 


Texto para a questão 3 

O mundo para todos 

Durante debate recente, nos Estados Unidos, fui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para uma resposta minha. 

De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a Humanidade. Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da Humanidade. 

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. 

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar que esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. 

Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a Humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza especifica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. 

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. 

Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. 

Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa. 
BUARQUE, Cristovam. O Globo, 23/10/2000. 

3) (Uerj / 2003) Cristovam Buarque, ao revelar os interesses ocultos na defesa da internacionalização da Amazônia, utiliza um recurso argumentativo conhecido como “redução ao absurdo”. Esse recurso consiste na aceitação inicial de uma proposição para dela extrair decorrências absurdas ou inaceitáveis. O trecho que melhor exemplifica o uso deste recurso, em relação à proposta de internacionalização, é: 

(A) “Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.” 
(B) “Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano.” 
(C) “Não se pode deixar que esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país.” 
(D) “Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA.” 

Texto para a questão 4 

A inteligência do herói estava muito perturbada. Acordou com os berros da bicharia lá em baixo nas ruas, disparando entre as malocas temíveis. E aquele diacho de sagui-açu (...) não era saguim não, chamava elevador e era uma máquina. De-manhãzinha ensinaram que todos aqueles piados berros cuquiadas sopros roncos esturros não eram nada disso não, eram mas cláxons campainhas apitos buzinas e tudo era máquina. As onças pardas não eram onças pardas, se chamavam fordes hupmobiles chevrolés dodges mármons e eram máquinas. Os tamanduás os boitatás as inajás de curuatás de fumo, em vez eram caminhões bondes autobondes anúncios-luminosos relógios faróis rádios motocicletas telefones gorjetas postes chaminés... Eram máquinas e tudo na cidade era só máquina! O herói aprendendo calado. De vez em quando estremecia. Voltava a ficar imóvel escutando assuntando maquinando numa cisma assombrada. Tomou-o um respeito cheio de inveja por essa deusa de deveras forçuda, Tupã famanado que os filhos da mandioca chamavam de Máquina, mais cantadeira que a Mãe-d’água, em bulhas de sarapantar. 

Então resolveu ir brincar com a Máquina pra ser também imperador dos filhos da mandioca. Mas as três cunhãs deram muitas risadas e falaram que isso de deuses era gorda mentira antiga, que não tinha deus não e que com a máquina ninguém não brinca porque ela mata. A máquina não era deus não, nem possuía os distintivos femininos de que o herói gostava tanto. Era feita pelos homens. Se mexia com eletricidade com fogo com água com vento com fumo, 
os homens aproveitando as forças da natureza. Porém jacaré acreditou? nem o herói! 

 (...) 

Macunaíma passou então uma semana sem comer nem brincar só maquinando nas brigas sem vitória dos filhos da mandioca com a Máquina. A Máquina era que matava os homens porém os homens é que mandavam na Máquina... Constatou pasmo que os filhos da mandioca eram donos sem mistério e sem força da máquina sem mistério sem querer sem fastio, incapaz de explicar as infelicidades por si. Estava nostálgico assim. Até que uma noite, suspenso no terraço dum arranha céu com os manos, Macunaíma concluiu: 

 – Os filhos da mandioca não ganham da máquina nem ela ganha deles nesta luta. Há empate. 

 (...) 

ANDRADE, Mário de. Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Belo Horizonte: Itatiaia, 1986. 

4) (Uerj/2009) Alguns vocábulos possuem a propriedade de retomar integralmente uma ideia já apresentada antes. Essa propriedade é observada no vocábulo grifado em: 

(A) “Acordou com os berros da bicharia lá em baixo” 
(B) “Tomou-o um respeito cheio de inveja” 
(C) “Então resolveu ir brincar com a Máquina” 
(D) “Estava nostálgico assim.” 

Texto para a questão 5 

As palavras e as coisas 

Guimarães Rosa, possivelmente o maior escritor brasileiro depois de Machado de Assis, dizia que seu sonho era escrever um dicionário. 

Ignoro se Rosa gostava de futebol (até onde eu sei, nunca escreveu nada a respeito), mas certamente ele se encantaria com a riqueza vocabular associada ao esporte mais popular do mundo. 

Poliglota, cultor dos neologismos formados a partir de diversos idiomas, o autor de “Sagarana” devia se deliciar com as palavras de origem inglesa aclimatadas ao português do Brasil por obra e graça do jogo da bola. 

É certo que alguns desses termos ingleses caíram em de suso. É o caso de “off-side” (substituído por “impedimento”), “hands” (“toque” ou “mão”), “centerforward” (“centroavante”) etc. 

Outros, entretanto, foram devidamente abrasileirados e incorporados de tal maneira ao nosso idioma que raramente lembramos de sua origem: “chute” (versão de “shoot”), “beque” (de “back”), “pênalti” (de “penalty”) etc., sem falar no próprio “futebol” (“football”). 

Há ainda as palavras inglesas que mantiveram uma vigência praticamente apenas regional, como “córner”, ainda muito usada no Rio de Janeiro, mas substituída no resto do país por “escanteio”, “tiro de canto” ou somente “canto”. 

Rosa, se acompanhasse o futebol, se deliciaria com a variedade de metáforas produzidas para dar conta do que acontece dentro das quatro linhas. 


Há, por exemplo, o recurso a uma infinidade de objetos cujo formato ou movimento lembra o de certas jogadas: carrinho, chapéu, bicicleta, janelinha (expressão gaúcha para bola entre as pernas), ponte. Mas o ramo mais bonito, do ponto de vista de um escritor, deve ser o das metáforas extraídas da natureza: meia-lua, frango, peixinho, folha seca. 

Ao criar uma jogada dessas – como Didi, que “inventou” a folha seca -, ou executá-la com perfeição, um craque faz poesia pura, rivalizando com Deus e nomeando as coisas como se estivesse no primeiro dia da Criação. 

Guimarães Rosa, infelizmente, não produziu seu sonhado dicionário. 

Nunca saberemos, portanto, se o homem que criou a saga fantástica de Riobaldo e Diadorim sabia o significado, dentro do campo de futebol, de uma chaleira, um lençol, um chaveirinho ou um corta-luz. (...) 

COUTO, José Geraldo, Folha de São Paulo, 17/07/02. 

5) (Cederj/2007) Um dos recursos de coesão textual é o uso de vocábulos sinônimos ou quase sinônimos, a fim de evitar a repetição literal de um termo. No texto, ao utilizar essa estratégia, o autor substituiu a palavra “futebol” por: 

(A) esporte; 
(B) jogo da bola; 
(C) quatro linhas; 
(D) campo de futebol; 
(E) jogada. 

Texto para a questão 6 

Qual será o futuro das cidades? 

As megacidades vão mudar de endereço no próximo milênio. 

Na periferia da globalização, as metrópoles subdesenvolvidas concentrarão não apenas população, mas também miséria. Crescendo num ritmo veloz, dificilmente conseguirão dar a tantas pessoas habitação, transportes e saneamento básico adequados. Mas não serão as únicas a enfrentar esses problemas. Mesmo metrópoles do topo da hierarquia global, como Nova York, já sofrem com congestionamentos, poluição e violência. Independentemente de tamanho ou localização, as cidades vão enfrentar ao menos um desafio comum: o aumento da tensão urbana provocado pela crescente desigualdade entre seus moradores. Não há mágica tecnológica à vista capaz de resolver as dificuldades. Os urbanistas apontam o planejamento como antídoto para o caos. Os governos precisam apostar em parcerias com a iniciativa privada e a sociedade civil. Será necessário coordenar ações locais e iniciativas conjuntas entre cidades de uma mesma região. 

Caderno Especial, Folha de São Paulo, p.1, 02/5/1999 

6) (UFF/2000) A coesão referencial pode ser realizada por meio de formas cujo lexema (radical) forneça instrução de sentido que represente uma interpretação de partes antecedentes do texto. 

Exemplo: Imagina-se que, no futuro, haverá aumento das tensões urbanas. Essa hipótese tem preocupado os cientistas sociais. 

Transcreva, do texto acima, apenas a expressão que, na coesão referencial, exerce papel semelhante à do trecho sublinhado no exemplo acima. 
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GABARITO COMENTADO

QUESTÃO 1 -  (A)

No quarto parágrafo, o autor defende sua opinião de que “toda boa história de super-herói é uma história de exclusão social”. Para isso, usa exemplos de super-heróis que são excluídos sociais, como Homem aranha, Hulk, Batman e os X-men.

QUESTÃO 2 -  (D)

O argumento de autoridade, como o enunciado da questão afirma, é uma conhecida estratégia argumentativa. Ele dá credibilidade à tese defendida, ao fazer com que o texto se apoie em um testemunho de alguém com autoridade para emitir opiniões em uma determinada área do conhecimento. Ao trazer para o seu texto a afirmação de um cineasta sobre um criador de histórias em quadrinhos (“Stan Lee era o Homero dos quadrinhos”), o autor confirma aquilo que é também a sua opinião: “Os filmes de super-herói (...) realizam uma outra façanha (...): a formação de novas mitologias reafirmando os mesmos ideais heroicos da Antiguidade para o homem moderno”

QUESTÃO 3 - (D)

Ao longo de seu texto, Cristovam Buarque, utiliza diversas vezes a redução ao absurdo como estratégia argumentativa, quando afirma que deveriam internacionalizar, assim como querem fazer com a Amazônia, vários outros patrimônios, como as reservas de petróleo, o capital financeiro, os grandes museus do mundo, Nova York, os arsenais nucleares e as crianças pobres do planeta. Ao fazer isso, ele explica o motivo pelo qual deveríamos internacionalizar esses itens. Nas três primeiras alternativas o que temos são essas justificativas, a única que apresenta a redução ao absurdo é a D, em que primeiro há aceitação inicial de uma proposição (“Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia”) e, depois, a extração de decorrências absurdas ou inaceitáveis (“internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA”).

QUESTÃO 4 -  (D)

A nostalgia que toma conta de Macunaíma é expressa na constatação que o herói faz acerca do tipo de relação existente entre a máquina e os homens. O vocábulo "assim" faz referência a essa forma de expressar o estado nostálgico. (Fonte: Revista Eletrônica do Vestibular)

QUESTÃO 5 - (B)

Como todo o texto trata do assunto “futebol”, o autor substitui esta palavra por outras para evitar repetição. Ele faz isso no segundo parágrafo com a expressão “esporte mais popular do mundo” e no terceiro parágrafo com a expressão “jogo da bola”.

QUESTÃO 6 – Resposta: “...esses problemas...”
Comentário
Depois de tratar de alguns problemas enfrentados pelas metrópoles subdesenvolvidas, como a falta de habitação, transporte e saneamento básico, o autor afirma que “esses problemas” também serão enfrentados por grandes metrópoles, como Nova York. A expressão “esses problemas” cumpre a mesma função da expressão “essa hipótese”, ao retomar um elemento já citado antes.





















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