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sexta-feira, 25 de março de 2011

Mais respeito com os estudantes

Em um país onde a educação ainda deixa a desejar, é de se temer pelo que de mais ruim ainda possa estar por vir. O Exame Nacional do Ensino Médio(Enem), aplicado no Brasil por vários anos nunca apresentou tantos transtornos - ou se aconteceram não se tomou conhecimento - como os que aconteceram em 2009 e 2010.

O fato tem transformado a vida de milhões de estudante num tremendo inferno. Estes que são cidadãos e protagonizam a sua história, são também conscientes de seus direitos e deveres. Diante da situação, revoltam-se e clamam por justiça mas quase não são ouvidas as suas reivindicações. Mesmo assim não devem ficar parados diante de tantas injustiças. Chega de corrupção. A educação não deve ser vista como mero objeto e sim como algo de muita preciosidade. A vida toda ela só aparece como "bonita", "perfeita", "importante" nos momentos de campanhas eleitorais (ou eleitoreiras?). Fica com os leitores a interrogação. Todos sabem que educação é base para a cidadania, portanto deve ser encarada com seriedade.

Como o Enem a partir de 2009 mudou para beneficiar todas as classes sociais fazendo valer o direito de igualdade, garantido-lhes a entrada na universidade, é de se imaginar que ele vem sendo sabotado porque abalou as "indústrias" que "fabricam robozinhos" com uma visão focada para o isolamento de determinados pontos de um conteúdo apenas, e ainda por cima sem a devida contextualização. E desta forma os estudantes vão sendo desrespeitados.

Se por um lado o Enem é marcado por erros absurdos, por outro ainda há também o Sisu (site congestionado), uma vergonha. Se a tecnologia existe para facilitar a vida das pessoas, falando-se do Sisu, é o contrário, o site só atrapalha e estressa.

Não adianta o MEC e o Inep quererem se isentar da culpa. Afirmam que o estudante errou dizendo por exemplo "ele não pintou a cor da prova" (é verdade que isto pode acontecer), mas não esclarecem as dúvidas quando um(a) estudante coloca que em uma prova onde acertou mais obteve nota inferior a da prova onde acertou menos. Com isto não se consegue entender tantas barbaridades, coisa feia, que degrada ainda mais a imagem do Brasil.

O MEC e o Inep precisam rever suas falhas e assumi-las publicamente discutindo e tentando buscar possíveis soluções. Se há alguém que não tem culpa da elaboração de provas com quesitos e cartões trocados, correção e divulgação de notas erradas não são os estudantes. Eles merecem respeito!
Manoel Joaquim da Silva - Professor

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