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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Redação no Enem e no Vestibular


 

Dicas para uma boa Redação

 
"Um dos piores erros que os candidatos podem cometer em uma prova de redação é a extrema preocupação com a forma, com a gramática. O importante é que ele opine sobre o tema", explica a coordenadora da banca de avaliação de redações da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), Marisa Magnus Smith.

 Já faz tempo que o segredo de escrever uma boa redação deixou de ser o fato de não errar a gramática. Na opinião de especialistas, acima de tudo, uma boa redação de vestibular - que nada mais é do que um teste para averiguar a capacidade do estudante em opinar e refletir - deve conter argumentação bem colocada e bem fundamentada.

Para se sair bem em sua "defesa", os especialistas dizem que os candidatos não devem ficar "em cima do muro" (ora a favor, ora contra o tema), tampouco comprar opiniões do senso-comum. Se o candidato não estiver certo do que está dizendo e não expuser razões para pensar daquela forma o texto fica vazio. "O texto tem que ter posicionamento, se for exclusivamente informativo não é bom. Aliás, não dá nem para começar a escrever um texto se não tiver uma opinião. Um texto sem opinião não existe", reforça o professor de redação do Cursinho Anglo, Maurício Soares Filho.

Para entender melhor por que os especialistas defendem essa ideia é fácil: imagine que as drogas acabaram de ser legalizadas pelo governo. Segundo os especialistas, se as pessoas abrem o jornal e procuram um artigo sobre a questão e encontram um texto sem nenhuma argumentação ou opinião, elas não refletirão, além de chato de ler. Para eles, aquilo que o leitor espera de um articulista é o mesmo que um examinador de vestibular espera de um futuro universitário (especialmente se for de universidade pública): opinião e reflexão.

De acordo com Soares Filho, para seu texto causar impacto, porém, a opinião deve estar muito clara. Por isso, a construção da redação deve valorizar seus argumentos. A ordem é apostar na organização da estrutura textual para não perder o fio da meada. "Organizar as informações é o segredo para fazer que a opinião apareça", complementa Soares Filho.

 Treinando um texto nota 10

Se a intenção é obter destaque por meio de uma boa argumentação, o que fazer para se preparar? Ler, ler, ler e escrever, escrever e escrever. "O hábito da leitura ajuda a desenvolver a escrita. Além disso, com a prática da redação, alguns padrões de textualidade são mais facilmente assimilados do que pelo professor a falar em sala de aula", enfatiza Marisa.

Para Soares Filho, a prova de redação é 50% leitura e 50% escrita. "Uma é consequência da outra. O primeiro passo para ter sucesso é ler o tema com muita atenção e, em seguida, posicionar sua opinião para definir o que será defendido".

Uma boa dica é ler editoriais, crônicas, artigos e textos assinados que emitam opinião sobre o tema que é retratado. Com isso, é possível criar uma bagagem de como e em que momentos é pertinente evidenciar as opiniões pessoais.

Outra dica valiosa é procurar ser autêntico. Na hora de escrever um texto sobre a legalização das drogas ou do aborto ninguém precisa "encarnar o revolucionário" para passar em um vestibular de uma universidade famosa por sua histórica política de contestação. A autenticidade do seu pensamento deve estar refletida em seu texto, nem mais, nem menos.

"Como professor, uma de minhas preocupações é esclarecer para os meus alunos que eles não devem fingir ser uma pessoa que não são na hora de escrever, pois assim, vão ter dificuldades em sustentar os argumentos, e fica muito fácil se contradizer, o que compromete a qualidade do texto", diz Maurício.

Por fim, a prova de redação serve para avaliar a capacidade do candidato de se comunicar por escrito, de fazer reflexão e de conseguir se expressar de maneira simples e coesa. Por isso é tão importante não ser superficial e mostrar uma visão crítica sobre o tema a ser discutido.

Dicas para se dar bem na redação

-Não comece escrever sem pensar e definir sua opinião sobre o tema;

-Tome cuidado para não fugir do tema proposto;

-Não tente "modernizar" a escrita durante a prova;

-Evite o uso de clichês;

-Evite repetição de termos e palavras. Faça uso de sinônimos e elipse;

-Fundamente os argumentos, mas nunca use exemplos pessoais;

-Lembre-se: o texto é uma conversa com um interlocutor desconhecido, portanto seja o mais claro possível.

Como Escrever uma Redação?

1° A constante preparação

Lendo. Ler é vital e inclui assuntos diversos (através de jornais, livros, revistas e até internet). Saber vocabulário e armazenar ideias, que são percebidas em outros textos, vão fazer a diferença na hora da prova de Redação.

Praticando. Nada melhor do que fazer redação para aprender a fazer Redação. Por isso tenha o hábito de escrever. Desde diários, poemas e bloggs até dissertações e narrações. Só treinando você aprende a maneira de substituir palavras com sinônimos, combinar frases com sentido adequado e criar lindos textos.

2º A construção perfeita do assunto

E na hora de fazer a Redação de Vestibular por exemplo, esteja atenta para combinar ideias e argumentos da melhor maneira possível. Leia com atenção a proposta dada e antes de usar a caneta organize seus pensamentos. Use sua habilidade para mesclar informações e defina qual é o seu objetivo. A maioria das provas vem com muito material de apoio (pequenos textos que ajudam a escrever o texto). Use-o, mas acrescente conhecimentos seus também.

Depois de pronto, leia e releia. Imagine o que uma pessoa "externa" (corretor da prova) acharia do seu texto e modifique conforme for.

E não se esqueça que todos nós somos capazes de organizar nossas ideias e escrever uma excelente Redação. É só se preparar e ter muita calma na hora da composição.

Qualidades e defeitos de um texto

QUALIDADES

Concisão:  Ser conciso significa não abusar das palavras para expressar uma ideia. Dentro do texto, e recomendável ir direto ao assunto e eliminar tudo o que for desnecessário e inútil (não '"ficar enrolando'" pois, assim, suas (chances de acertar serão maiores.

Clareza: Consiste na expressão de ideias de forma que estas possam ser compreendidas com maior rapidez pelo leitor. Ser claro significa ser coerente, evitando desobedecer as normas da lín­gua portuguesa, construir parágrafos  longos ou usar vocabulário impreciso.

Elegância: Em um texto de vestibular, é preci­so utilizar a norma culta para exprimir suas ideias e pensamentos. Ou seja, obedeça aos princípios estabelecidos pela gramática. Lembre-se sempre de manter-se informado sobre as regras que regem o uso da língua e a estrutura dos textos.

Nunca use gírias, frases prontas, ditos populares ou palavras rebuscadas – isso pode prejudicar a sua pontuação.

DEFEITOS

Ambiguidade: Ocorre quando se empregam de for­ma incorreta palavras, expressões e pontuação. Consiste em um defeito da prosa no qual uma frase apresenta mais de um sentido, o que pode con­fundir o leitor.

Obscuridade: Ocorre principalmente quando falta clareza aos argumentos do texto. Pode ser visto geral­mente em textos com períodos excessivamente longos, com falhas de pontuação ou linguagem rebuscada.

Pleonasmo: Consiste na repetição desnecessária de um ou mais termos.

Prolixidade: Utilização de um número de palavras acima do necessário ou, de forma mais coloquial, "enrolar" o texto.

Dissertação - Dicas Importantes

1) Só aborde na introdução e na conclusão o que realmente estiver no desenvolvimento.

A introdução é uma “promessa”. É nela que se apresenta o ponto de vista a ser defendido ou o assunto sobre o qual se discorrerá. Por isso, o que estiver “prometido” ao leitor tem que ser “cumprido” no desenvolvimento. O que se introduz deve-se desenvolver.

Já a conclusão, não nos esqueçamos, é, geralmente, a retomada do ponto de vista, o resumo dos pontos abordados ou a apresentação de propostas que visem a solucionar um problema. Então, só se deve fazer referência a aspectos realmente abordados na dissertação.

Veja  um exemplo de falha. O aluno, na introdução desta redação sobre racismo, tocou em assuntos que simplesmente foram ignorados no desenvolvimento:


Vivemos em um mundo capitalista, tendo como principal objetivo o lucro. Muitas vezes para obter esse lucro o homem pratica atos terríveis, como por exemplo o racismo.

Na semana passada foi aberta a Conferência das Nações Unidas na África do Sul para discutir o racismo no mundo. A delegação brasileira apresentou propostas que incluem o estabelecimento de cotas para negros na universidade. Será que isso seria a solução para o fim da discriminação racial?

Sem dúvida, o acesso à universidade é crucial.

No entanto antes disso não seria preciso ter uma boa formação de base, ou seja, não só os negros, mas sim todas as crianças carentes estarem bem preparadas com a educação do ensino fundamental e ensino médio para disputar frente a frente uma vaga nas universidades com pessoas de classes mais elevadas?

Enfim, como vivemos em um mundo capitalista, além de aspirarmos amor, paz, fraternidade, muitas vezes o que mais queremos é uma melhora no setor financeiro. E para que todos possam ter uma chance, vimos que a educação é um meio. Dessa forma, não só as pessoas de níveis mais elevados podem conseguir, mas também pessoas carentes, negros, etc.

2) Evite períodos muito longos ou sequências de frases muito curtas.

O equilíbrio e o bom senso são fundamentais na dissertação. Assim como frases grandes demais são evitáveis, as sequências de mini frases também o são. Numa dissertação de vestibular, uma boa média de tamanho de cada frase é a de duas linhas e meia ou três linhas.

Isso não quer dizer, no entanto, que lhe seja proibido utilizar, de vez em quando, uma frase curta, de meia linha, por exemplo. Quanto mais você escrever, mais naturalmente serão produzidos os períodos, cujos tamanhos lhe agradarão ou desagradarão intuitivamente. A redação e o automóvel têm algo em comum: quanto mais dirigimos um carro, menos temos que pensar para fazê-lo. Torna-se algo natural. Veja um exemplo de frase “grandinha” demais:

Em vista dos argumentos mencionados, vemos que o problema não deve ser analisado como caso para uma retaliação militar. Antes de ser tomada uma medida tão drástica como essa, devem-se buscar exemplos históricos que indiquem providências a serem ou não reutilizadas, o que, com certeza, traria maior respeito aos Estados Unidos, que, ao invés de ser protagonista de uma destruição vingativa e desnecessária, poderia demonstrar seu nível de desenvolvimento resolvendo a questão de uma maneira pacífica e eficaz.

Haja fôlego para ler um período desses! Que tal fazermos uma reconstrução, para que o leitor consiga lê-lo sem perder a capacidade de respirar?

Em vista dos argumentos mencionados, vemos que o problema não deve ser analisado como caso para uma retaliação militar. Antes de ser tomada uma medida tão drástica como essa, devem-se buscar exemplos históricos que indiquem providências a serem ou não reutilizadas.

Isso, com certeza, traria maior respeito aos Estados Unidos. O país, em vez de ser protagonista de uma destruição vingativa e desnecessária, poderia demonstrar seu nível de desenvolvimento resolvendo a questão de uma maneira pacífica e eficaz.

Os dez erros mais graves
 
Alguns erros revelam maior desconhecimento da língua que outros. Os dez abaixo estão nessa situação.

1 - Quando "estiver" voltado da Europa. Nunca confunda tiver e tivesse com estiver e estivesse. Assim: Quanto tiver voltado da Europa. / Quando estiver satisfeito. / Se tivesse saído mais cedo. / Se estivesse em condições.

2 - Que "seje" feliz. O subjuntivo de ser e estar é seja e esteja: Que seja feliz. / Que esteja (e nunca "esteje") alerta.

3 - Ele é "de menor". O de não existe: Ele é menor.

4 - A gente "fomos" embora. Concordância normal: A gente foi embora. E também: O pessoal chegou (e nunca "chegaram"). / A turma falou.

5 - De "formas" que. Locuções desse tipo não têm s: De forma que, de maneira que, de modo que, etc.

6 - Fiquei fora de "si". Os pronomes combinam entre si: Fiquei fora de mim. / Ele ficou fora de si. / Ficamos fora de nós. / Ficaram fora de si.

7 - Acredito "de" que. Não use o de antes de qualquer que: Acredito que, penso que, julgo que, disse que, revelou que, creio que, espero que, etc.

8 - Fale alto porque ele "houve" mal. A confusão está-se tornando muito comum. O certo é: Fale alto porque ele ouve mal. Houve é forma de haver: Houve muita chuva esta semana.

9 - Ela veio, "mais" você, não. É mas, conjunção, que indica ressalva, restrição: Ela veio, mas você, não.

10 - Fale sem "exitar". Escreva certo: hesitar. Veja outros erros de grafia e entre parênteses a forma correta: "areoporto" (aeroporto), "metereologia" (meteorologia), "deiche" (deixe), enchergar (enxergar), "exiga" (exija). E nunca troque menos por "menas", verdadeiro absurdo linguístico.

REVISANDO:  Dicas rápidas para fazer uma boa redação

1) Na dissertação, não escreva períodos muito longos nem muitos curtos.

2) Na dissertação, não use expressões como “eu acho”, “eu penso” ou “quem sabe”, que mostram dúvidas em seus argumentos.

3) Uma redação “brilhante” mas que fuja totalmente ao tema proposto será anulada.

4) É importante que, em uma dissertação, sejam apresentados e discutidos fatos, dados e pontos de vista acerca da questão proposta.

5) A postura mais adequada para se dissertar é escrever impessoalmente, ou seja, deve-se evitar a utilização da primeira pessoa do singular.

6) Na narração, uma boa caracterização de personagens não pode levar em consideração apenas aspectos físicos. Elas têm de ser pensadas como representações de pessoas, e por isso sua caracterização é bem mais complexa, devendo levar em conta também aspectos psicológicos de tipos humanos.

7) O texto dissertativo é dirigido a um interlocutor genérico, universal; a carta argumentativa pressupõe um interlocutor específico para quem a argumentação deverá estar orientada.

8 ) O que se solicita dos alunos é muito mais uma reflexão sobre um determinado tema, apresentada sob forma escrita, do que uma simples redação vista como um episódio circunstancial de escrita.

9) A letra de forma deve ser evitada, pois dificulta a distinção entre maiúsculas e minúsculas. Uma boa grafia e limpeza são fundamentais.

10) Na narração, há a necessidade de caracterizar e desenvolver os seguintes elementos: narrador, personagem, enredo, cenário e tempo.

 
Os 10 mandamentos da arte de escrever
Por: Dad Squarisi

1 - Escrever é mandar recado

A receita de uma sobremesa é um recado. O convite para a festa de aniversário é um recado. A carta para seu amado é um recado. Toda mensagem é um recado.

2 - Seja natural

Fique à vontade. Imagine que o leitor esteja à sua frente. Converse com ele. Fale fácil e espaceje suas frases com pausas. Confira ao texto um toque humano, pois você escreve para pessoas.

3 - Vá direto ao assunto

Não enrole: Comece pelo mais importante. E comece bem, com uma frase atraente, que lhe desperte o interesse e o estimule a prosseguir a leitura. No final, dê-lhe o prêmio de um fecho de ouro, como inesquecível sobremesa a coroar um lauto almoço.

4 - Use frases curtas

A pessoa só consegue dominar determinado número de palavras antes que os olhos peçam uma pausa. A frase muito longa dá trabalho, confunde. Por isso, use sentenças de, no máximo, uma linha e meia. Lembre-se: uma frase longa nada mais é do que duas curtas.

5 - Prefira palavras breves e simples

Vocábulos longos e pomposos funcionam como cortina de fumaça entre você e o leitor. Seja simples. Entre duas curtas, a mais simples. Em vez de falecer, escreva morrer; em lugar de somente, só; de matrimônio, casamento; de féretro, caixão; de morosidade, lentidão.

6 - Ponha as sentenças na forma positiva

Diga o que é, não o que não é. Quer exemplos? Não ser honesto é ser desonesto; não lembrar é esquecer; não dar atenção é ignorar; não comparecer é faltar; não pagar em dia é atrasar o pagamento.

7 - Opte pela voz ativa

Ela é mais direta, vigorosa e concisa que a passiva (a passiva, como o nome diz, parece sem força, desmaiada). Prefira "um raio provocou o blecaute" a "o blecaute foi provocado por um raio".
 
8 - Abuse de substantivos e verbos

Escreva com a convicção de que no idioma só existem essas duas classes de palavras. As demais, sobretudo adjetivos e advérbios, devem ser usadas com a sovinice do Tio Patinhas. Na dúvida, deixe-os pra lá: (Normalmente) ao escrever textos (informativos), use substantivos (fortes) e verbos (expressivos).

9 - Seja conciso

Não diga nem mais nem menos do que você precisa dizer. Cultivar a economia verbal sem prejuízo da completa e eficaz expressão do pensamento tem dupla vantagem. Uma: respeita a paciência do leitor. Outra: poupa tempo e espaço.

10 - Persiga a clareza

Dificultar a compreensão do texto é colocar uma pedra no caminho do leitor. Para quê? Facilite-lhe a vida. Nas declarações longas, não o deixe ansioso. Identifique o autor imediatamente antes da citação ou depois da primeira frase.

DISSERTAÇÃO: O PARÁGRAFO

O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras:

1- ENUMERAÇÃO

- Caracteriza-se pela exposição de uma série de coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de características, funções, processos, situações, sempre oferecendo o complemente necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. Pode-se enumerar, seguindo-se os critérios de importância, preferência, classificação ou aleatoriamente.

Exemplo: O adolescente moderno está se tornando obeso por várias causas: alimentação inadequada, falta de exercícios sistemáticos e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos de tv.

Exercícios - No seu caderno, coloque a frase núcleo. Abaixo dela, apenas enumere os elementos que completarão a frase. Depois monte um parágrafo.

Exemplo: Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o número de emissoras que dedicam parte da sua programação à veiculação de programas religiosos de crenças variadas.

Enumeração -

A) A Santa Missa em seu lar
B) Terço Bizantino
C) Despertar da Fé
D) Palavra de Vida
E) Igreja da Graça no Lar

1) Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo brasileiro diante de tantos desmatamentos, desequilíbrios sociológicos e poluição.

2) Existem várias razões que levam um homem a enveredar pelos caminhos do crime.

3) A gravidez na adolescência é um problema seríssimo , porque pode trazer muitas consequências indesejáveis.

4) O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer .

5) O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em várias categorias.

2- COMPARAÇÃO

- A frase nuclear pode-se desenvolver através da comparação, que confronta ideias, fatos, fenômenos e apresenta-lhes as semelhanças ou dessemelhanças.

Exemplo: “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que a felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real. “ (Arthur Schopenhauer)

Exercícios

A partir das frases abaixo, desenvolver parágrafos com comparações.

1) A tensão do futebol é igual à tensão da vida.
2) Uma coisa é escrever como poeta, outra como historiador.
3) Assim como as palavras, as expressões fisionômicas também têm a sua linguagem.
4) Indubitavelmente, o vestibular pode ser comparado a uma angustiante corrida de obstáculos.
5) Comparando-se o antigo Código Nacional de Trânsito com o atual, percebe-se claramente que a lei exige mais responsabilidade do motorista.

 REVISÃO: O QUE É DISSERTAÇÃO?

Dissertação é um texto que se caracteriza pela exposição, defesa de uma ideia que será analisada e discutida a partir de um ponto de vista. Para tal defesa o autor do texto dissertativo trabalha com argumentos, com fatos, com dados, os quais utiliza para reforçar ou justificar o desenvolvimento de suas ideias.

Organiza-se, geralmente, em três partes:

Introdução - onde você explicita o assunto a ser discutido, com a apresentação de uma ideia ou de um ponto de vista que pretende defender.

Desenvolvimento ou argumentação - em que irá desenvolver seu ponto de vista. Para isso, deve argumentar, fornecer dados, trabalhar exemplos, se necessário.

•Conclusão - em que dará um fecho coerente com o desenvolvimento e com os argumentos apresentados. Em geral, a conclusão é uma retomada da ideia apresentada na introdução, agora com mais ênfase, de forma mais conclusiva, onde não deve aparecer nenhuma ideia nova, uma vez que você está fechando o texto.

•O texto dissertativo argumentativo destina-se ao chamado "leitor universal", ou seja, a qualquer pessoa que tenha acesso a ele. Devem ser textos abrangendo conceitos amplos, genéricos, evitando particularizar situações. As construções mais adequadas, procurando evitar-se a 1ª pessoa do singular, seriam:

                "Notamos que grande parte dos brasileiros..."
                "Observa-se que uma parcela da população..."

Exercício

Redação

Nos três textos abaixo, manifestam-se diferentes concepções do tempo; o autor de cada um deles expõe uma determinada relação com a passagem do tempo. Leia-os com atenção:

Texto I

Mais do que nunca a história é atualmente revista ou inventada por gente que não deseja o passado real, mas somente um passado que sirva a seus objetivos (...) Os negócios da humanidade são hoje conduzidos especialmente por tecnocratas, resolvedores de problemas, para quem a história é quase irrelevante; por isso, ela passou a ser mais importante para nosso entendimento do mundo do que anteriormente.

(Eric Hobsbawm, Tempos interessantes: uma vida no século XX)

Texto II

O que existe é o dia-a-dia. Ninguém vai me dizer que o que aconteceu no passado tem alguma coisa a ver com o presente, muito menos com o futuro. Tudo é hoje, tudo é já. Quem não se liga na velocidade moderna, quem não acompanha as mudanças, as descobertas, as conquistas de cada dia, fica parado no tempo, não entende nada do que está acontecendo.

(Herberto Linhares, depoimento)

Texto III

Não se afobe, não
Que nada é pra já,
O amor não tem pressa,
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário,
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar...

E que sabe, então,
O Rio será
Alguma cidade submersa.
Os escafandristas virão
Explorar sua casa,
Seu quarto, suas coisas,
Sua alma, desvãos...

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas, palavras,
Fragmentos de cartas, poemas,
Mentiras, retratos,
Vestígios de estranha civilização.

Não se afobe, não,
Que nada é pra já,
Amores serão sempre amáveis.
Futuros amantes quiçá
Se amarão, sem saber,
Com o amor que eu um di
Deixei pra você.
(Chico Buarque, "Futuros amantes")

Redija uma DISSERTAÇÃO EM PROSA, na qual você apontará, sucintamente, as diferentes concepções do tempo, presentes nos três textos, e argumentará em favor da concepção do tempo com a qual você mais se identifica.

QUANDO SE UTILIZA O PONTO-E-VÍRGULA

O ponto-e-vírgula é um sinal utilizado quando a pausa desejada não é nem tão breve quanto a vírgula, nem tão longa quanto o ponto. O ponto-e-vírgula é, pois, uma pausa intermediária entre o ponto e a vírgula.

Quando usá-lo?

1) Em enumerações (muito usadas em textos jurídicos - leis, artigos, decretos, etc. - e em livros didáticos), principalmente se os elementos enumerados forem relativamente extensos e numerosos.

Exemplo: Havia vários fatores que corroboravam sua personalidade violenta: morava numa região muito violenta, na qual tiros e facadas eram algo comum; nunca teve acesso à escola e à boa informação, por não desfrutar as condições econômicas básicas para isso; era espancado pelo pai quando tinha seis anos de idade; etc. Veja que cada elemento enumerado é um período composto, com mais de uma oração (verbo) cada um.

Essa extensão exige uma pausa maior que a vírgula, mas não tão grande quanto o ponto. É aí que entra o ponto-e-vírgula. Você também deve ter notado que entre o último elemento e o etc. também houve o ponto-e-vírgula. Quando os grupos são separados pelo ponto-e-vírgula, o etc., se der continuidade a essa enumeração, deve ser precedido pelo mesmo sinal.

2) Quando a vírgula marca a omissão de um verbo, pode haver, antes do sujeito desse verbo, uma pausa representada pelo ponto-e-vírgula ou pelo ponto simples.

Exemplo: O general não temia o que lhe podia acontecer; os soldados, sempre (temiam);

O general não temia o que lhe podia acontecer. Os soldados, sempre (temiam). Se a pausa em questão fosse marcada por uma simples vírgula, o sujeito os soldados poderia ser visto como um elemento intercalado (ver Vírgula), isolado por vírgulas, o que prejudicaria a fluência da leitura: O general não temia o que lhe podia acontecer, os soldados, sempre. Notou como não ficaria bom?

3) Quando você achar que há excesso de vírgulas, uma muito perto da outra, apele ao ponto-e-vírgula entre orações ou termos mais extensos. Em determinadas situações, é um elemento indispensável à boa sequência do texto.

Exemplo: Eles sabiam de tudo o que se passava no colégio interno, mas, como já era de se esperar, nunca fizeram nada. Há uma oração (negrito) entre mas e sua oração (nunca fizeram nada).

E antes do mas há outra vírgula. Poder-se-ia usar o ponto-e-vírgula antes do mas, a fim de diminuir essa virgulada toda e estabelecer uma pausa: Eles sabiam de tudo o que se passava no colégio interno; mas, como já era de se esperar, nunca fizeram nada. Esse não é um caso obrigatório.

O sinal é elucidante, enfatiza o caráter adversativo (contrário) da oração introduzida pelo mas, porém poderia ter sido empregada a vírgula também.

4) Há ainda o caso das conjunções intercaladas. Quando optamos por colocar esses conectivos entre vírgulas (em posição não-inicial na oração), o ponto-e-vírgula é uma ótima opção para marcar a pausa entre as orações.

Exemplo: Jonas tem muito dinheiro; não pode, porém, desfrutar suas vantagens.

COMO FAZER UMA BOA REDAÇÃO NO ENEM

A temática mais voltada para o social e a aplicação dos cinco conceitos explorados na prova objetiva são os principais pontos que a diferencia das demais. O texto deve ser estruturado na forma de prosa do tipo dissertativo-argumentativo, uma preocupação com a reflexão.

"O Enem quer formar cidadãos, pessoas com uma visão global do que acontece ao seu redor e capazes de opinar sobre isso", explica Osmar Junqueira Lima, professor de português e literatura do Instituto Henfil, ONG paulista que oferece cursos de preparação para a prova.

Apesar de ter uma estrutura semelhante às redações dos vestibulares comuns, o texto a ser redigido na prova do Enem exige do aluno um raciocínio mais homogêneo e completo. Para Lima, a palavra que define a redação é "interdisciplinaridade". Ou seja, "o aluno deve saber enxergar os acontecimentos como um todo, não em quadros isolados".

Em termos práticos, um tema será apresentado, e o candidato deverá desenvolver suas ideias sobre este assunto de forma coerente e organizada. "Isso significa levantar uma tese nas primeiras linhas, desenvolvê-la e defendê-la nos parágrafos seguintes”.

Isso fica claro nas competências de avaliação da prova objetiva, cobradas de uma forma um pouco diferente na questão da redação.

A competência I

Referente ao domínio da linguagem, aplicada à redação, significa fazer uso da norma culta da língua portuguesa. Serão examinados aspectos como a concordância verbal e nominal, pontuação, ortografia e acentuação. Cássia confirma a importância deste aspecto na prova. "Não adianta o aluno ter uma boa proposta para o tema, se não domina o conteúdo gramatical".

A competência II

Consiste em saber construir e aplicar conceitos e compreender fenômenos. Na redação, isso significa compreender a proposta e aplicar os conceitos conhecidos para desenvolver este assunto. Feito isso, o candidato deve saber selecionar e hierarquizar o seu conhecimento para responder a questão apresentada pelo tema, exigência que caracteriza a competência III. "A prioridade no Enem é saber inter-relacionar os conteúdos”.

A temática, talvez o aspecto mais peculiar do Enem, geralmente propõe abordagens sociais, como violência, política e educação. Temas mais polêmicos implicam em um bom conhecimento do assunto.

É aí que entra a competência IV. Ela exige do candidato saber construir um argumento consistente, ou seja, por meio dos conceitos selecionados e hierarquizados, defender um ponto de vista. Fazer isso,  obriga o aluno a saber o que está falando.

Ao desenvolver a questão apresentada, o candidato deve incluí-la em um contexto de diversidade cultural e respeito aos valores humanos e apresentar propostas de intervenção solidária na realidade, que é a competência V. Isso significa pensar em cidadania.

O TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO – MAIS DICAS PARA FAZER UMA BOA REDAÇÃO

Ser cidadão é refletir sobre os problemas que afetam a sociedade, desenvolver uma opinião e procurar soluções. Fazendo isso, o candidato alcança os cinco tópicos propostos pelo Enem e dá um passo para participar da sociedade do futuro.

Observe uma pequena dica sobre uma possível estrutura básica (quase um “modelo” bem simples e pouco criativo) do texto dissertativo-argumentativo. Talvez essa dica ajude àqueles que estão com dificuldades para desenvolver um texto de maneira mais clara.

Vale ressaltar que não se trata de um regra a ser seguida, mas apenas de uma dica que pode ser totalmente ou em partes aproveitada.

Primeiro passo: entender bem o tema do texto

Exemplo: TEMA: “O adolescente, hoje, precisa de limites?”

Desse tema eu posso retirar uma expressão central: “limite para os adolescentes”. Ou posso, simplesmente, retirar a expressão “limites”.

Segundo passo: a introdução do texto

Posso começar a escrever o texto dissertativo-argumentativo definindo a expressão central retirada do tema. (entenda como uma das muitas formas de se começar um texto)

Exemplo: Definindo a expressão “limite para os adolescentes” : O que é, ou o que significa dar limites aos adolescentes?
 
Elaboração de um pequeno texto (pode ser uma frase ou mais de uma) respondendo a essa questão:

.......A sociedade constitui-se de pessoas que se transformam ao longo do tempo, mudam a forma de pensar e agir. Isso faz com que uma geração de adolescentes não seja, necessariamente, igual a uma anterior, assim como são diferentes as regras e os valores sociais de cada geração. No entanto, independente da época, sempre existirão regras e valores que moldarão o pensamento, o comportamento, as atitudes dos jovens na sociedade – são os chamados limites, que podem se apresentar de maneiras diversas, com maior ou menor rigor.

Depois de definir a expressão central retirada do tema, é hora de esclarecer o objetivo do texto.

É possível, nessa hora, responder perguntas como: o que eu pretendo argumentar? Qual é o meu objetivo ao escrever esse texto? 

É muito importante centrar-se no tema proposto na hora de estabelecer um objetivo.

Exemplo: Como o tema, nesse caso, é “O adolescente, hoje, precisa de limites?", então, o objetivo será, exatamente, responder a essa questão. Assim, eu posso fechar minha introdução com uma pergunta (lembrando-me, sempre, de não copiar o tema proposto) ou posso colocar a questão do tema sem ser em forma de pergunta propriamente.

.......A sociedade constitui-se de pessoas que se transformam ao longo do tempo, mudam a forma de pensar e agir. Isso faz com que uma geração de adolescentes não seja, necessariamente, igual a uma anterior, assim como são diferentes as regras e os valores sociais de cada geração. No entanto, independente da época, sempre existirão regras e valores que moldarão o pensamento, o comportamento, as atitudes dos jovens na sociedade – são os chamados limites, que podem se apresentar de maneiras diversas, com maior ou menor rigor. Hoje, questiona-se se esses limites devem ser impostos aos adolescentes ou se estes devem ser mais livres para estabelecerem seus próprios limites.

Terceiro passo: o desenvolvimento do texto

Para começar a desenvolver o texto, é interessante fazer um esquema sobre o que quero argumentar.

Posso colocar em tópicos, em um rascunho, os pontos principais de cada argumento, lembrando, sempre, do objetivo do texto, para não deixar a redação “caminhar” para um rumo muito além do esperado.

Exemplo: O objetivo é saber se os adolescentes precisam ou não de limites. Eu posso argumentar de várias formas. Vou colocar, aqui, 4 opções:

OPÇÃO 1: Posso defender a ideia de que os adolescentes precisam de limites e
 
 
 
 
apresentar justificativas para isso:

Esquema:

- Os adolescentes precisam de limites porque, nessa fase da vida, ainda estão se moldando valores que os farão indivíduos íntegros, com caráter.

- Os adolescentes precisam de limites porque, nessa fase da vida, eles ainda não têm total discernimento para distinguir tudo que é certo e errado, segundo um modelo de vida sadio e com respeito à moral.

OPÇÃO 2: Posso defender a ideia de que os adolescentes precisam de limites, justificar essa opinião e apresentar exemplo(s) que comprove(m) isso:

Esquema:

 - Os adolescentes precisam de limites porque, nessa fase da vida, ainda estão se moldando valores que os farão indivíduos íntegros, com caráter, e também os adolescentes não têm total discernimento para distinguir tudo que é certo e errado segundo um modelo de vida sadio e com respeito à moral.

- Sobre os exemplos: posso apresentar valores que se aprendem na adolescência e são levados para a vida inteira, sendo tais valores passados através dos limites impostos. Apresentar exemplo(s), também, de atitudes de jovens que mostram a falta de discernimento para distinguir certo e errado.

OPÇÃO 3: Posso defender a ideia de que os adolescentes NÃO precisam de limites e apresentar justificativas para isso:

Esquema:

- Os adolescentes não precisam de limites, mas de carinho dos pais, que,  em muitos  casos, mostram-se ausentes. Os limites impostos acabam afastando pais e filhos.

- Os adolescentes não precisam de limites porque eles já são capazes de entender as regras sociais, e os limites serviriam apenas para inibir a criatividade, a liberdade, a capacidade do adolescente de “amadurecer” sozinho, de encarar a realidade tal como ela é.

OPÇÃO 4: Posso defender a ideia de que os adolescentes precisam de limites, mas estes não devem ser impostos com muito rigor:

Esquema:

- Os adolescentes precisam de limites porque todo ser humano deve saber lidar com regras, ter disciplina para enfrentar todo tipo de situação, e isso se constrói ao longo da vida, principalmente, quando se é jovem.

- Por outro lado, esses limites não precisam ser impostos com tanto rigor, porque pode tolher a criatividade do adolescente.

Após esquematizar os argumentos, seria interessante desenvolver esse esquema em, pelo menos, dois parágrafos.

Não posso me esquecer de estabelecer uma ligação entre esses parágrafos.

Exemplo: Coloquei diferentes maneiras de desenvolver o texto. Vou escolher apenas uma para a redação não ficar muito extensa e confusa. Vou escolher a primeira opção para exemplificar meu desenvolvimento.

            Os jovens entre doze e dezoito anos vivem uma fase em que os valores morais e sociais ainda estão se moldando. Trata-se de um período em que o adolescente encontra-se em meio às regras impostas pela escola, pela família, pela sociedade em geral, e essas regras estabelecem limites que, mais tarde, ajudarão esse adolescente de hoje a tornar-se um cidadão íntegro, com caráter e disciplinado.

            Além disso, nessa fase bem jovem da vida, não se tem total discernimento para distinguir tudo que é certo e errado segundo um modelo de vida sadio e com respeito à moral. O adolescente vive cercado de bons e maus exemplos, sendo estes últimos bastante atraentes, tendo em vista o “glamour” da transgressão. Nessa realidade, diferir o que é interessante momentaneamente e o que é correto e promissor não é uma tarefa fácil para o adolescente, por isso é necessário impor limites para que ele aprenda estabelecer essa distinção.

Quarto passo: a conclusão

Para iniciar a conclusão desse texto, voltarei à introdução do texto para relembrar o tema e o objetivo apresentados. Escrevo, então, uma frase (ou mais de uma) sintetizando o objetivo do texto e o foco da argumentação (esse foco da argumentação pode ser encontrado no esquema feito para desenvolver o texto).  

Preciso lembrar que não posso repetir o que já foi usado na redação, preciso usar outras palavras e escrever algo não muito longo, pois é só uma síntese.

Exemplo:
 
            Assim, diante da dúvida se se deve impor limites aos adolescentes hoje, pode-se afirmar que a sociedade precisa de indivíduos de bom caráter e que tenham noção de disciplina. Para se ter isso, é preciso que os jovens saibam seguir regras, internalizar valores e distinguir o melhor caminho a ser percorrido.

Para encerrar a conclusão, pode ser interessante apresentar uma solução para o problema tratado ou uma sugestão relacionada à questão desenvolvida.

Exemplo: como a questão que estou usando como exemplo diz respeito aos limites, e o desenvolvimento apresentando, aqui, centrou-se na justificativa de se impor, sim, limites aos adolescentes, então, posso fechar o texto com uma das duas opções abaixo:

1) Uma sugestão para os pais: mostrando uma maneira de impor limites apropriada para a geração de adolescentes atual.

2) Uma sugestão para os próprios adolescentes: mostrando uma maneira de entender a imposição de limites como algo positivo.

Escolho, então, a segunda opção para encerrar:

            Assim, diante da dúvida se se deve impor limites aos adolescentes hoje, pode-se afirmar que a sociedade precisa de indivíduos de bom caráter e que tenham noção de  disciplina. Para se ter isso, é preciso que os jovens saibam seguir regras, internalizar valores e distinguir o melhor caminho a ser percorrido. Portanto, os adolescentes não devem enxergar os limites impostos como uma forma de perseguição ou como uma maneira de evitar que eles “vivam a vida", mas sim como uma autodefesa diante da liberdade exagerada, da falta de humanidade, do modismo em detrimento do amor próprio e do excesso de "doces armadilhas" que a realidade apresenta.


OBSERVE AGORA O TEXTO COMPLETO:

        A sociedade constitui-se de pessoas que se transformam ao longo do tempo, mudam a forma de pensar e agir. Isso faz com que uma geração de adolescentes não seja, necessariamente, igual a uma anterior, assim como são diferentes as regras e os valores sociais de cada geração. No entanto, independente da época, sempre existirão regras e valores que moldarão o pensamento, o comportamento, as atitudes dos jovens na sociedade – são os chamados limites, que podem se apresentar de maneiras diversas, com maior ou menor rigor. Hoje, questiona-se se esses limites devem ser impostos aos adolescentes ou se estes devem ser mais livres para estabelecerem seus próprios limites.

        Os jovens entre doze e dezoito anos vivem uma fase em que os valores morais e sociais ainda estão se moldando. Trata-se de um período em que o adolescente encontra-se em meio às regras impostas pela escola, pela família, pela sociedade em geral, e essas regras estabelecem limites que, mais tarde, ajudarão esse adolescente de hoje a tornar-se um cidadão íntegro, com caráter e disciplinado.

        Além disso, nessa fase bem jovem da vida, não se tem total discernimento para distinguir tudo que é certo e errado segundo um modelo de vida sadio e com respeito à moral. O adolescente vive cercado de bons e maus exemplos, sendo estes últimos bastante atraentes, tendo em vista o “glamour” da transgressão. Nessa realidade, diferir o que é interessante momentaneamente e o que é correto e promissor não é uma tarefa fácil para o adolescente, por isso é necessário impor limites para que ele aprenda estabelecer essa distinção.

        Assim, diante da dúvida se se deve impor limites aos adolescentes hoje, pode-se afirmar que a sociedade precisa de indivíduos de bom caráter e que tenham noção de disciplina. Para se ter isso, é preciso que os jovens saibam seguir regras, internalizar valores e distinguir o melhor caminho a ser percorrido. Portanto, os adolescentes não devem enxergar os limites impostos como uma forma de perseguição ou como uma maneira de evitar que eles “vivam a vida", mas sim como uma autodefesa diante da liberdade exagerada, da falta de humanidade, do modismo em detrimento do amor próprio e do excesso de "doces armadilhas" que a realidade apresenta.


MODELO DE TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO EM PROSA

                              Meio-ambiente e tecnologia: não há contraste, há solução

            Uma das maiores preocupações do século XXI é a preservação ambiental, fator que envolve o futuro do planeta e, consequentemente, a sobrevivência humana. Contraditoriamente, esses problemas da natureza, quando analisados, são equivocadamente colocados em oposição à tecnologia.

            O paradoxo acontece porque, de certa forma, o avanço tem um preço a se pagar. As indústrias, por exemplo, que são costumeiramente ligadas ao progresso, emitem quantidades exorbitantes de CO2 (carbono), responsáveis pelo prejuízo causado à Camada de Ozônio e, por conseguinte, problemas ambientais que afetam a população.

            Mas, se a tecnologia significa conhecimento, nesse caso, não vemos contrastes com o meio-ambiente. Estamos numa época em que preservar os ecossistemas do planeta é mais do que avanço, é uma questão de continuidade das espécies animais e vegetais, incluindo-se principalmente nós, humanos. As pesquisas acontecem a todo o momento e, dessa forma, podemos considerá-las parceiras na busca por soluções a essa problemática.

            O desenvolvimento de projetos científicos que visem a amenizar os transtornos causados à Terra é plenamente possível e real. A era tecnológica precisa atuar a serviço do bem-estar, da qualidade de vida, muito mais do que em favor de um conforto momentâneo. Nessas circunstâncias não existe contraste algum, pelo contrário, há uma relação direta que poderá se transformar na salvação do mundo.

             Portanto, as universidades e instituições de pesquisas em geral precisam agir rapidamente na elaboração de pacotes científicos com vistas a combater os resultados caóticos da falta de conscientização humana. Nada melhor do que a ciência para direcionar formas práticas de amenizarmos a “ferida” que tomou conta do nosso Planeta Azul.


ATUALIDADES – Sugestão de temas
 
Os vestibulares sempre dão ênfase a temas atuais. É comum vestibulandos se depararem com questões que envolvem eventos que se destacaram no Brasil e no mundo nos últimos anos. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também costuma abordar temas de grande repercussão na mídia.

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Saiba como o tema “Comissão da Verdade” pode surgir no vestibular desse ano.

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Vestibulandos precisam se informar sobre a localização e os aspectos positivos e negativos da construção da usina.

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5 Energia Nuclear e Vulcões nas provas de Física

6.As principais dicas da Física cobrada nos vestibulares.

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Conferência das Nações Unidas realizada em junho no Rio de Janeiro deve ser cobrada em questões de vestibular e Enem.

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- Meio Ambiente: Código Florestal, derramamento de petróleo e Rio+20

- Meio Ambiente: Catástrofes naturais

- Meio Ambiente: Sustentabilidade

- Tecnologia: Internet

- Geopolítica: 30 anos da Guerra das Malvinas

- Geopolítica: Primavera árabe

- Geopolítica: papel do Brasil no cenário internacional

- Cidadania: eleições municipais

 

 

 

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